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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Brasileiros e a Internet!

Brasileiros e as Redes Sociais!

Olá pessoal desocupada que está lendo isso, como vai ? Eu vou bem, fora o resfriado.

Enfim, Brasileiros na Internet. Aquele povo trabalhador que fica torcendo para chegar sexta feira e poder descansar. Desde meus primeiros passos na internet, no longínquo ano de 2001, pude perceber que as pessoas não sabem usar essas ferramentas de interação. 

Desde a época do e-mail eu via imbecilidades que me doíam o baço, mas antes de continuar, quero dizer uma coisa: Em momento algum levei em conta as classes sociais, me restringi basicamente ao comportamento das pessoas, então nada de mimimi.


Tudo começou com o e-mail, com suas correntes e spam´s:


O desespero!
Saudades dessa época. #sqn

Todo sábado, era a mesma coisa. A agonia de esperar dar duas da tarde e poder acessar a internet pelo famigerado pulso único. Como não existiam redes sociais em 2001, meu primeiro movimento antes de começar a navegar sem destino pelos sites sobre emuladores e download´s de aberturas de animes. E toda vez era a mesma coisa, um ou dois e-mails de garotas que conheci no famigerado chat do Terra, três ou quatro e-mails de novidades nos sites, piadas e mais piadas repetidas e aquele desespero de uma caralhada de correntes enviadas pelos parentes. 
Eu lembro que existiam duas características bem próprias dessas correntes, que eram dois tipos:

- Correntes do Perigo, com um texto do tipo:

"LEIA E REPASSE, É IMPORTANTE

Cuidado, uma vizinha do primo do irmão do tio da namorada do cara da faxina do trabalho foi ao cinema do shopping, sentou em uma cadeira que tinha uma seringa contaminada com ebola, malária, herpes genital e saiu grogue do shopping. Enquanto andava para o estacionamento, aceitou uma sukita em lata, só que a latinha não foi higienizada com água dos Alpes Suiçoes fervida a 134º por virgens da seita Quetzacol e acabou sendo contaminada instantaneamente com leptospirose bacteriana grave. Mais grogue ainda, quando chegou no carro, foi abordada por dois homens bem vestidos que a sedaram e apagou. Quando acordou, estava dentro de uma banheira com gelo, sem os dois rins, o fígado, o intestino e parte dos pulmões, arrancados por traficantes de alcatrão chinês e dentro dela tinha um bilhete que dizia "Isso foi por você não ter passado aquela corrente, lembra?" e no final do e-mail vinha: Repasse essa corrente para dezessete amigos em 12 segundos ou o mesmo acontecerá com você".

A idéia de algumas era até louvável, de informar de certos perigos, mas careciam de fontes e isso para mim é broxante. 

- Correntes do Bem, com textos do tipo:

"Você recebeu o anjinho da fortuna. Repasse essa mensagem para 10 amigos e em uma semana você receberá uma boa notícia. Uma pessoa não repassou e três dias depois estava morta."

Essa é uma das mais contraditórias. O tal anjinho vai me favorecer, desde que eu repasse a mensagem para dez amigos; mas em contrapartida, se eu não repassar corro o risco de morrer com uma flecha na cabeça? Ok Anjinho, senta lá...

E durante algum tempo as correntes por e-mail reinaram soberanas, até chegar:

O Orkut e seus gif´s animados

Requiescat en Pace

Certo, o Orkut hoje está moribundo, mas lembre-se que ele já foi um dos sites mais acessados na história da Internet e foi nesse ponto que a merda começou a feder fervorosamente, como se tivesse ficado 5 dias exposta aquele sol de 40º do verão carioca e alguém mexesse. O Orkut tem o sistema de página de recados, o que agilizava muito a vida das pessoas, mas alguém descobriu que era possível postar gif´s animados, o que resultava em páginas de recados tão coloridas quanto uma alegoria de escola de samba.

Sério, era irritante entrar na página de recados e ser obrigado a encarar duas dúzias de letras garrafais cobertas de glitter com mensagens clichês e extremamente bregas. E era o tipo de coisa que não tinha destinatário certo, as pessoas simplesmente mandavam e foda-se se a pessoa não gosta.

O Facebook e a Síndrome do Compartilhamento Compulsivo

A criatura e o criador.


Ah, o Facebook. A rede social do momento. O queridinho da geração conectada. E como ele, a irritante mania de entupir a página de recados com mensagens tão brilhantes a ponto de causar cegueira momentânea foi abandonada, mas foi substituída por outra mania muito mais irritante: o compartilhamento compulsivo.
É sério, é irritante ver a mesma imagem "engraçada" três ou quatro vezes na minha timeline, de forma indiscriminada.
Acho que as pessoas não entendem que, no Facebook, tudo que você postar na sua timeline será visível para todos que te adicionaram, mas a lógica da pessoa é aquela frase que beira discussão de alunos do ensino fundamental: "O feice é meu e posto o que eu quero".
Até um certo ponto isso é verdade, mas existem 2 probleminhas ai:
1 - Eu não sou obrigado a ficar vendo fotos de animais feridos, fetos largados e bebês deformados. É importante lembrar que o seu direito termina onde começa o direito das outras pessoas.
2 - Se você quer fazer uso desse argumento, não venha reclamar quando eu postar algo que você não goste, certo.

E além do mais, o Facebook gerou um dos maiores males que eu já vi nesses 11 anos de internet: O Revolucionarismo de Sofá.
É bem simples: as ferramentas "curtir" e "compartilhar" são usadas para a pessoa alimentar o ego com aquela sensação de "puxa, eu curti a foto e aquela menininha foi salva" ou então "Puxa, eu curti a foto Anti-BBB e quando chegar a 1 milhão o programa sairá do ar".
NÃO! TÁ TUDO ERRADO! Curtir uma foto não vai resolver caralho não. O Facebook pode ser uma ótima ferramenta para organizar protestos reais; então parem com essa ilusão de que é possível mudar o mundo pelo "feice", sem levantar a bundinha da cadeira.

E pra terminar...

O Twitter e as hashtag's imensas


O Twitter, para quem não sabe, é uma rede social que tem um limite de 140 caracteres para postagem. E nessa, existem as hashtag's, que permitem marcar o tema daquela postagem. Ou seja, durante um evento esportivo, por exemplo, basta a pessoa postar a mensagem e no final colocar o símbolo # com uma palavra ou duas relativas, ou seja, durante o Campeonato Brasileiro 2013, colocar a hashtag #brasileirão2013 permite que você, ao buscar esse termo, encontre várias postagens sobre o assunto. Quando as hashtag's são muito citadas, elas entram no chamado Trending Topics, que resume os 10 assuntos mais comentados
E ai tem que entrar o Brasileiro pra fuder com tudo. Depois que o serviço se popularizou no Brasil, hashtags imensas do tipo #queremosshowsdejustinbibertodomesnobrasil , o que desvirtua completamente o uso principal. 

Acho que já basta de falar mal dos brasileiros nas redes sociais, é capaz de eu ser xingado muito no Twitter por causa disso né? 

 




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